terça-feira, 15 de julho de 2014

Sistemas de Resíduos Sólidos urbanos

A disposição inadequada de resíduos sólidos, que contamina os recursos
hídricos, o solo, o visual do ambiente e atrai catadores, crianças carentes e animais,
vetores de doenças, ainda é um problema presente em muitas localidades. Para resolver
essa problemática, uma alternativa ambientalmente correta de descarte é o aterro
sanitário. O bom desempenho do mesmo, sob os aspectos ambientais, técnicos,
econômicos, sociais e de saúde pública, está diretamente ligado a uma adequada escolha
da área de implantação, a qual envolve diferenciados critérios. A avaliação de critérios
ambientais (características geotécnicas do solo, distância para os recursos hídricos
superficiais, distância para os recursos hídricos subterrâneos, potencial hídrico, fauna e
flora), de uso e ocupação do solo (titulação da área, distância dos núcleos populacionais,
legislação municipal) e operacionais (economia de transporte, vida útil, espessura do
solo, disponibilidade de infra-estrutura, declividade) deve ser observada buscando
satisfazê-los.
Os aterros sanitários configuram-se, portanto, como uma maneira correta e
segura de disposição final do lixo, exigindo para sua eficiência e eficácia que o processo
de escolha da sua área seja feito de uma maneira minuciosa e atenta para todos os
aspectos que interferem nesse processo. A avaliação de critérios ambientais (geologia,
geotecnia, recursos hídricos, etc.), de uso e ocupação do solo (legislações, titularidade
da área, núcleos populacionais, etc.) e operacionais (infra-estrutura, clinografia,
espessura do solo, etc.) deve ser realizada buscando satisfazê-los ao máximo Por se
tratar de um processo de escolha que envolve diversas variáveis a aplicação de uma
matriz que permita a pontuação e classificação de áreas mais ou menos aptas configura-se como uma ferramenta valiosa. A mesma garante que as variáveis mais relevantes
sejam avaliadas e que a área mais pontuada esteja apta a acomodar um aterro sanitário.
– Objetivo geral 
 Elaborar uma matriz de orientação para a escolha de áreas adequadas para 
implantação de um aterro sanitário.
Objetivo específico 
 Selecionar os critérios ambientais, operacionais e de uso e ocupação do solo 
mais relevantes na composição da matriz; 
 Estabelecer pesos condizentes com os critérios escolhidos diante da relevância 
dos mesmos. 

Objetivo específico 
 Selecionar os critérios ambientais, operacionais e de uso e ocupação do solo 
mais relevantes na composição da matriz; 
 Estabelecer pesos condizentes com os critérios escolhidos diante da relevância 
dos mesmos. 

http://civil.uefs.br/DOCUMENTOS/NORMA%20LA%C3%8DS%20DA%20SILVA%20E%20SILVA.pdf

Vantagens dos Aterros Controlados


A Inovação que Faz a Diferença

Aterro Controlado


O Aterro Sanitário é uma instalação especial para a deposição de RSU constituído por depósitos revestidos com materiais impermeáveis para impedir que os líquidos libertados pelo lixo – os lixiviados – se infiltrem e poluam o subsolo. Nos Aterros, existe também uma rede de extração e queima do biogás – o gás que os resíduos libertam depois de depositados. Este biogás poderá posteriormente ser utilizado para produzir energia eléctrica. Deste modo, os resíduos sólidos urbanos são depositados de forma controlada evitando problemas ambientais e de saúde pública.aterro controlado
Disponivel em: http://osresiduosolidos.wordpress.com/tipos-de-recolha/recolha-indiferenciada/destino-dos-rsu/aterro-controlado-2/

Etapas de Instalação de um Aterro sanitário




Etapas de Instalação de um Aterro Sanitário


ETAPA 1: IDENTIFICAÇÃO DE ÁREAS POTENCIAIS

DEFINIR
Critérios de Exclusão ou Pesos Diferenciados
  • Áreas Recomendadas;
  • Áreas Recomendadas com Restrição;
  • Áreas Não-Recomendadas.
Vida Útil - relacionar o tamanho do local com:
  • População;
  • Características do resíduo e do sistema de gerenciamento;
  • Tipo de obra.

ANALISAR
Aspectos do Meio Físico
Aspectos do Meio Biológico
Aspectos Sociais
Aspectos Econômicos
Aspectos da Legislação
Aspectos do Gerenciamento de Resíduos

ETAPA 2: IDENTIFICAÇÃO DE LOCAIS PREFERENCIAIS

ATIVIDADES 
Identificação dos Locais nas Áreas Recomendadas
Consulta Formal aos Órgãos Competentes

ANALISAR
Geologia-Geotecnia: principais características do meio físico ante os processos atuantes e a obra a instalar.
Águas Superficiais e Subterrâneas: profundidade do lençol, manancial de interesse ao abastecimento.
Solos: tipos, distribuição e espessuras.
Declividade AdequadaDistâncias: núcleos de habitações, cursos d’água, etc.
Material de Empréstimo: disponibilidade e características             (impermeabilização/cobertura)

ETAPA 3: VIABILIZAÇÃO DE LOCAIS

LEVANTAMENTOS DE DETALHE
Infra-Estrutura: acessos, energia, etc.
Geologia-Geotecnia: permeabilidade do solo, capacidade de suporte, etc.
Hidrogeologia: profundidade do nível d’água, fluxo subterrâneo, qualidade das águas.
Uso e Ocupação nos Entornos
A figura a seguir apresenta o diagrama esquemático das etapas de seleção de locais para instalação de um aterro sanitário.
Disponivel em:  http://www.rc.unesp.br/igce/aplicada/ead/residuos/res19.html

quarta-feira, 30 de abril de 2014

RESENHA CRÍTICA: DOCUMENTÁRIO ¨PRO DIA NASCER FELIZ¨

Trata-se de um documentário que mostra a realidade e a desigualdade das escolas brasileiras.Onde apresenta relatos vivenciados por alunos e professores de diferentes classes sociais.E aborda temas como drogas,violências dentro das escolas,armas e o medo de muitos professores em reelação a alguns alunos que é um reflexo do descaso governamental.
Em Pernambuco,apresenta escolas sem nem uma infraestrutura,sem recursos para financeiros para merenda escolar,materiais básicos para a escola e crianças sem sonhos.E adolescentes que tem que percorrer quilômetros,em um veiculo inapropriados até a cidade vizinha para poder estudar e muitas vezes faltam por causa de defeitos com o veiculo.
Já nas escola da periferia de São Paulo e do Rio de Janeiro,sofre com o alto grau de violência nos arredores e dentro da escola.o que gera insegurança para os professores,que chega na escola desmotivado sem levar em conta a falta de interesse de muitos alunos.
O documentário também apresenta uma escola de alto padrão escolar,particular e que cobra muito dos alunos,que estimula o conhecimento para que todos tenham um futura de qualidade.
Infelizmente, presenciamos na mídia diariamente os contraste da educação brasileira,porém,ainda não  é feito nada para mudar esse realidade triste,e que faz com que muitos bons alunos sejam perdidos por causas da falta de iniciativa governamental.

   Isabel Almeida     

segunda-feira, 28 de abril de 2014

PROFESSORES/ESCOLA COMPETENTES.

O segundo aspecto mencionado pelos professores entrevistados diz respeito à escola e aos seus professores. Nele, estão implícitos os fatores advindos de uma direção comprometida com seus alunos e de professores competentes e atualizados. É mencionada a necessidade de uma escola que dê uma formação mais completa ao aluno, oferecendo atividades fora de sala de aula, como projetos e gincanas, favorecendo a convivência na comunidade escolar. Ou seja, a escolha de uma escola considerada de boa qualidade é um dos fatores que exerce influência no sucesso do aluno.
Referindo-se a uma escola de referência, Souza e Silva (2003) diz que

a qualificação se sustentava, dentre outras variáveis, na experiência e formação dos
professores, na preservação e funcionamento das instalações, no compromisso de
determinados grupos da unidade escolar com a manutenção da tradição da instituição e,
não menos importante, em função da possibilidade de selecionar, dentre um universo
ampliado de candidatos ao ingresso, alunos mais preparados. Assim, a manutenção da
qualidade se alimentava da distinção, historicamente conquistada por aquela unidade
específica de ensino (p. 136).

Mas, embora a qualidade da escola como um todo seja fundamental, sem sombra de dúvida, a grande estrela é o professor com sua dedicação, competência, motivação e prazer no que faz. Ele tem que ser competente e saber fazer uso dos recursos disponíveis, além de ter uma boa formação. Um dos entrevistados reforçou a necessidade de transformar o ato de ensinar e aprender em algo realmente prazeroso:

Posso observar que aluno aprende quando ele faz, quando põe a mão na massa, quando se diverte. Quando ele sente algum sentimento positivo em relação aquilo é que funciona. Tem que ter uma ligação afetiva para que aquele conhecimento se incorpore a ele. Senão só passa pela memorização.

A representação do professor como uma figura emblemática na vida do aluno pode ser muito marcante, chegando até mesmo a influenciar suas escolhas profissionais. É comum ouvirmos relatos de pessoas que testemunham serem os professores que marcaram suas vidas, não necessariamente os que mais tinham conhecimento dos conteúdos a serem administrados, mas aqueles que as perceberam como um ser único, uma pessoa.
Pode-se dizer que, apesar de todas as dificuldades enfrentadas pela escola nos nossos dias, ela ainda tem a representação de uma instituição séria que faz um importante diferencial na vida de quem a frequenta.

AUTOESTIMA DO ALUNO, INTERESSE EM APRENDER, FORÇA DE VONTADE.

Outro fator essencial para o sucesso de um aluno é o seu próprio interesse em aprender, sua força de vontade. Além da família e da escola, o próprio aluno tem um importante papel em seu sucesso escolar. Para vários dos entrevistados, em primeiro lugar, ele precisa acreditar nele mesmo.

Ressaltam, também, a importância de ter força de vontade e disciplina. E, para estar motivado, o aluno precisa acreditar no valor do que está fazendo. Um dos entrevistados afirma: “O sucesso tem que vir de uma consciência da importância de estudar”. É importante que o aluno interiorize a necessidade do estudo, da leitura, da regularidade. Lahire (1997) percebe que algumas crianças que apresentam sucesso escolar interiorizam certas regras em forma de “necessidades pessoais”. Esse autor realça a necessidade de se desenvolver a autonomia do aluno, ou seja, que ele aprenda a se “virar sozinho”, buscando entender suas deficiências para poder saná-las, procurar fazer uso dos recursos que estão à sua disposição como dicionários, mapas etc. Para Lahire (1997):

Todas as crianças parecem ter interiorizado precocemente (...) o sucesso escolar como uma necessidade interna, pessoal, um motor interior. Assim, elas têm menos necessidades de solicitações e de advertências externas do que outras crianças, e até parecem, às vezes, mais mobilizadas do que os pais (p. 197).

Dentro dessa categoria, uma questão importante levantada pelos professores diz respeito à seleção que o sujeito faz de amigos, das pessoas com quem vai se relacionar. Esse ponto também é sublinhado por Souza e Silva (2003): “As redes sociais priorizadas pelos estudantes em períodos escolares mais avançados, ocupam os papéis centrais no desdobramento de suas trajetórias escolares” (p. 144).

SAÚDE GERAL DO ALUNO.
O quarto fator mencionado na pesquisa é a saúde geral do aluno, em que é lembrada a importância de uma boa qualidade de vida que inclua a prática de esportes e uma boa alimentação.

Mas foi um item pouco valorizado entre os professores pesquisados, pois era citado de forma breve em meio a outros comentários. Foi percebido que a saúde só tem importância quando é referida a sua ausência, ou seja, só é percebida sua real importância quando o aluno está doente, tem alguma limitação física, faz uso de drogas, não tem boa alimentação.

RECURSOS ECONÔMICOS.


Como último fator, porém não menos importante, temos os recursos econômicos. A condição econômica do aluno é um fator que, na opinião de diversos professores, vai influenciar em seu possível sucesso. O aluno de baixa renda pode ter dificuldades para frequentar a escola, pois precisa, às vezes, por força de um biscate, faltar às aulas. Por outro lado, os recursos econômicos permitem ao aluno ter acesso a outras realidades, outras culturas por meio de viagens, ampliando, assim, sua visão de mundo. Permite, também, que as famílias planejem períodos de intercâmbio ou cursos específicos para a profissão que o filho deseja seguir. É comum encontrar crianças estudando em escolas bilíngues (criadas, principalmente, para atenderem a filhos de estrangeiros a serviço no Brasil) apenas porque planejam a continuação dos estudos em universidades no exterior. Atualmente, esse tipo de escola tem a representação de ser um lugar que oferece uma educação de ótima qualidade e, principalmente, de garantir a inserção do seu aluno em um mundo globalizado. Porém, todos os entrevistados concordam que, independente do fator econômico, o sucesso é uma possibilidade real.

terça-feira, 22 de abril de 2014

Atingir o ensino básico universal

Nosso trabalho pelo Objetivo

Brasil

No Brasil, os dados mais recentes são do 4º Relatório Nacional de Acompanhamento dos ODM, de 2010, com estatísticas de 2008: 94,9% das crianças e jovens entre 7 e 14 anos estão matriculados no ensino fundamental. Nas cidades, o percentual chega a 95,1%. O objetivo de universalizar o ensino básico de meninas e meninos foi praticamente alcançado, mas as taxas de frequência ainda são mais baixas entre os mais pobres e as crianças das regiões Norte e Nordeste. Outro desafio é com relação à qualidade do ensino recebida.

Mundo

Houve progressos no aumento do número de crianças frequentando as escolas nos países em desenvolvimento, mas apesar de grandes avanços, é improvável que a meta seja atingida. As matrículas no ensino primário continuaram a subir, atingindo 89% nos países em desenvolvimento em 2008. Entre 1999 e 2008, as matrículas aumentaram 18 pontos percentuais na África Subsaariana, e 11 e 8 pontos percentuais no Sul da Ásia e da África do Norte, respectivamente. Alcançar o ensino primário universal exige mais do que a matrícula completa, significa assegurar que as crianças continuem a frequentar as aulas. Na África Subsaariana, mais de 30% dos alunos do ensino primário desistem antes da conclusão dos cursos.