quarta-feira, 30 de abril de 2014

RESENHA CRÍTICA: DOCUMENTÁRIO ¨PRO DIA NASCER FELIZ¨

Trata-se de um documentário que mostra a realidade e a desigualdade das escolas brasileiras.Onde apresenta relatos vivenciados por alunos e professores de diferentes classes sociais.E aborda temas como drogas,violências dentro das escolas,armas e o medo de muitos professores em reelação a alguns alunos que é um reflexo do descaso governamental.
Em Pernambuco,apresenta escolas sem nem uma infraestrutura,sem recursos para financeiros para merenda escolar,materiais básicos para a escola e crianças sem sonhos.E adolescentes que tem que percorrer quilômetros,em um veiculo inapropriados até a cidade vizinha para poder estudar e muitas vezes faltam por causa de defeitos com o veiculo.
Já nas escola da periferia de São Paulo e do Rio de Janeiro,sofre com o alto grau de violência nos arredores e dentro da escola.o que gera insegurança para os professores,que chega na escola desmotivado sem levar em conta a falta de interesse de muitos alunos.
O documentário também apresenta uma escola de alto padrão escolar,particular e que cobra muito dos alunos,que estimula o conhecimento para que todos tenham um futura de qualidade.
Infelizmente, presenciamos na mídia diariamente os contraste da educação brasileira,porém,ainda não  é feito nada para mudar esse realidade triste,e que faz com que muitos bons alunos sejam perdidos por causas da falta de iniciativa governamental.

   Isabel Almeida     

segunda-feira, 28 de abril de 2014

PROFESSORES/ESCOLA COMPETENTES.

O segundo aspecto mencionado pelos professores entrevistados diz respeito à escola e aos seus professores. Nele, estão implícitos os fatores advindos de uma direção comprometida com seus alunos e de professores competentes e atualizados. É mencionada a necessidade de uma escola que dê uma formação mais completa ao aluno, oferecendo atividades fora de sala de aula, como projetos e gincanas, favorecendo a convivência na comunidade escolar. Ou seja, a escolha de uma escola considerada de boa qualidade é um dos fatores que exerce influência no sucesso do aluno.
Referindo-se a uma escola de referência, Souza e Silva (2003) diz que

a qualificação se sustentava, dentre outras variáveis, na experiência e formação dos
professores, na preservação e funcionamento das instalações, no compromisso de
determinados grupos da unidade escolar com a manutenção da tradição da instituição e,
não menos importante, em função da possibilidade de selecionar, dentre um universo
ampliado de candidatos ao ingresso, alunos mais preparados. Assim, a manutenção da
qualidade se alimentava da distinção, historicamente conquistada por aquela unidade
específica de ensino (p. 136).

Mas, embora a qualidade da escola como um todo seja fundamental, sem sombra de dúvida, a grande estrela é o professor com sua dedicação, competência, motivação e prazer no que faz. Ele tem que ser competente e saber fazer uso dos recursos disponíveis, além de ter uma boa formação. Um dos entrevistados reforçou a necessidade de transformar o ato de ensinar e aprender em algo realmente prazeroso:

Posso observar que aluno aprende quando ele faz, quando põe a mão na massa, quando se diverte. Quando ele sente algum sentimento positivo em relação aquilo é que funciona. Tem que ter uma ligação afetiva para que aquele conhecimento se incorpore a ele. Senão só passa pela memorização.

A representação do professor como uma figura emblemática na vida do aluno pode ser muito marcante, chegando até mesmo a influenciar suas escolhas profissionais. É comum ouvirmos relatos de pessoas que testemunham serem os professores que marcaram suas vidas, não necessariamente os que mais tinham conhecimento dos conteúdos a serem administrados, mas aqueles que as perceberam como um ser único, uma pessoa.
Pode-se dizer que, apesar de todas as dificuldades enfrentadas pela escola nos nossos dias, ela ainda tem a representação de uma instituição séria que faz um importante diferencial na vida de quem a frequenta.

AUTOESTIMA DO ALUNO, INTERESSE EM APRENDER, FORÇA DE VONTADE.

Outro fator essencial para o sucesso de um aluno é o seu próprio interesse em aprender, sua força de vontade. Além da família e da escola, o próprio aluno tem um importante papel em seu sucesso escolar. Para vários dos entrevistados, em primeiro lugar, ele precisa acreditar nele mesmo.

Ressaltam, também, a importância de ter força de vontade e disciplina. E, para estar motivado, o aluno precisa acreditar no valor do que está fazendo. Um dos entrevistados afirma: “O sucesso tem que vir de uma consciência da importância de estudar”. É importante que o aluno interiorize a necessidade do estudo, da leitura, da regularidade. Lahire (1997) percebe que algumas crianças que apresentam sucesso escolar interiorizam certas regras em forma de “necessidades pessoais”. Esse autor realça a necessidade de se desenvolver a autonomia do aluno, ou seja, que ele aprenda a se “virar sozinho”, buscando entender suas deficiências para poder saná-las, procurar fazer uso dos recursos que estão à sua disposição como dicionários, mapas etc. Para Lahire (1997):

Todas as crianças parecem ter interiorizado precocemente (...) o sucesso escolar como uma necessidade interna, pessoal, um motor interior. Assim, elas têm menos necessidades de solicitações e de advertências externas do que outras crianças, e até parecem, às vezes, mais mobilizadas do que os pais (p. 197).

Dentro dessa categoria, uma questão importante levantada pelos professores diz respeito à seleção que o sujeito faz de amigos, das pessoas com quem vai se relacionar. Esse ponto também é sublinhado por Souza e Silva (2003): “As redes sociais priorizadas pelos estudantes em períodos escolares mais avançados, ocupam os papéis centrais no desdobramento de suas trajetórias escolares” (p. 144).

SAÚDE GERAL DO ALUNO.
O quarto fator mencionado na pesquisa é a saúde geral do aluno, em que é lembrada a importância de uma boa qualidade de vida que inclua a prática de esportes e uma boa alimentação.

Mas foi um item pouco valorizado entre os professores pesquisados, pois era citado de forma breve em meio a outros comentários. Foi percebido que a saúde só tem importância quando é referida a sua ausência, ou seja, só é percebida sua real importância quando o aluno está doente, tem alguma limitação física, faz uso de drogas, não tem boa alimentação.

RECURSOS ECONÔMICOS.


Como último fator, porém não menos importante, temos os recursos econômicos. A condição econômica do aluno é um fator que, na opinião de diversos professores, vai influenciar em seu possível sucesso. O aluno de baixa renda pode ter dificuldades para frequentar a escola, pois precisa, às vezes, por força de um biscate, faltar às aulas. Por outro lado, os recursos econômicos permitem ao aluno ter acesso a outras realidades, outras culturas por meio de viagens, ampliando, assim, sua visão de mundo. Permite, também, que as famílias planejem períodos de intercâmbio ou cursos específicos para a profissão que o filho deseja seguir. É comum encontrar crianças estudando em escolas bilíngues (criadas, principalmente, para atenderem a filhos de estrangeiros a serviço no Brasil) apenas porque planejam a continuação dos estudos em universidades no exterior. Atualmente, esse tipo de escola tem a representação de ser um lugar que oferece uma educação de ótima qualidade e, principalmente, de garantir a inserção do seu aluno em um mundo globalizado. Porém, todos os entrevistados concordam que, independente do fator econômico, o sucesso é uma possibilidade real.

terça-feira, 22 de abril de 2014

Atingir o ensino básico universal

Nosso trabalho pelo Objetivo

Brasil

No Brasil, os dados mais recentes são do 4º Relatório Nacional de Acompanhamento dos ODM, de 2010, com estatísticas de 2008: 94,9% das crianças e jovens entre 7 e 14 anos estão matriculados no ensino fundamental. Nas cidades, o percentual chega a 95,1%. O objetivo de universalizar o ensino básico de meninas e meninos foi praticamente alcançado, mas as taxas de frequência ainda são mais baixas entre os mais pobres e as crianças das regiões Norte e Nordeste. Outro desafio é com relação à qualidade do ensino recebida.

Mundo

Houve progressos no aumento do número de crianças frequentando as escolas nos países em desenvolvimento, mas apesar de grandes avanços, é improvável que a meta seja atingida. As matrículas no ensino primário continuaram a subir, atingindo 89% nos países em desenvolvimento em 2008. Entre 1999 e 2008, as matrículas aumentaram 18 pontos percentuais na África Subsaariana, e 11 e 8 pontos percentuais no Sul da Ásia e da África do Norte, respectivamente. Alcançar o ensino primário universal exige mais do que a matrícula completa, significa assegurar que as crianças continuem a frequentar as aulas. Na África Subsaariana, mais de 30% dos alunos do ensino primário desistem antes da conclusão dos cursos.

A etapa da educação básica

Ensino fundamental desenvolve a capacidade de aprendizado de crianças

A etapa da educação básica envolve crianças e adolescentes entre 6 e 14 anos e é o período em que se aprende a ler e a escrever
por Portal BrasilPublicado18/11/2009 11:12Última modificação30/08/2013 17:03
Exibir carrossel de imagensO PNLD vai atender a estudantes do 6° ao 9° ano do ensino fundamental
O PNLD vai atender a estudantes do 6° ao 9° ano do ensino fundamental
O ensino fundamental é obrigatório para crianças e jovens com idade entre 6 e 14 anos. Essa etapa da educação básica deve desenvolver a capacidade de aprendizado do aluno, por meio do domínio da leitura, escrita e do cálculo. Após a conclusão do ciclo, o aluno deve ser também capaz de compreender o ambiente natural e social, o sistema político, a tecnologia, as artes e os valores básicos da sociedade e da família.
Desde 2005, a lei nº 11.114 determinou a duração de nove anos para o ensino fundamental. Desta forma, a criança entra na escola aos 6 anos de idade, e não mais aos 7, e conclui aos 14 anos, ou seja, no 9º ano.
A lei garante a todas as crianças tempo mais longo de convívio escolar e mais oportunidades de aprender. A ampliação do ensino fundamental começou a ser discutida no Brasil em 2004, mas o programa só teve início em algumas regiões em 2005. 
Provinha Brasil 
Para garantir a alfabetização de todas as crianças até 8 anos, o ensino fundamental conta com a Provinha Brasil. O exame permite avaliar as habilidades relativas ao processo de alfabetização dos alunos e ajuda a evitar que as crianças cheguem à quarta série do ensino fundamental sem dominar a leitura e a escrita. 
Disponível em:http://www.brasil.gov.br/educacao/2009/11/ensino-fundamental-desenvolve-a-capacidade-de-aprendizado-de-criancas

quarta-feira, 16 de abril de 2014

País corre o risco de não ter professores para o ensino médio

Faculdades formam especialistas em áreas e não os capacitam a dar aulas. Queda no desemprego afasta docentes da profissão

O ensino médio é, certamente, a etapa de ensino em que o trabalho do professor mais se distancia daquilo que seria o "ideal" como modelo pedagógico. Em geral, no ensino superior, os professores não são capacitados para dar aulas. Mesmo as licenciaturas, que têm como objetivo principal formar para a docência, ensinam as pessoas a serem biólogos, físicos, matemáticos, químicos, gramáticos, entre outras profissões.
Quando estes estudantes universitários viram professores do ensino médio, não possuem nenhuma idéia do que deve ser feito para preparar o aluno a seguir, com relativo sucesso, para o ensino superior. Apenas reproduzem o que aprenderam no ensino superior e o que era o seu ensino médio.

É muito difícil para o professor, mesmo aquele que se rebela contra a situação, seguir por outro caminho. Os conteúdos que estão nos livros escolares, nas apostilas das grandes redes de “deseducação” e nos programas dos vestibulares servem de estímulo para que a escola e a sociedade aceitem a situação de ensinar em suas salas de ensino médio o conteúdo que é necessário aos profissionais destas profissões.

Para o aluno, a situação é incômoda. Precisa, para ser entendido como um bom aluno, entender de conteúdos que são necessários para físicos, geógrafos, gramáticos, matemáticos, biólogos e outras tantas profissões. É importante notar que, na maior parte dos casos, professores de matemática não sabem a que período literário pertence a obra de Gregório de Matos. Professores de português não dominam os efeitos da radioatividade e da reflexão da luz. Professores de física não se lembram o que é um alelo recessivo. Os de biologia sentem dificuldade em compreender como, dobrando a medida de todos os lados de um cubo, chegamos a um objeto com o volume oito vezes maior que o primeiro.

Pois é assim. Cada professor é um especialista em uma matéria, ou área do conhecimento como gostam de dizer, e tem na cabeça um programa que faça de cada aluno um semi-especialista em sua área. O professor sabe pouco de outras áreas, mas acha completamente normal que o aluno tenha que acumular conteúdo de todas elas.

Quanto mais periférica a escola, a situação envolve mais agravantes. Um deles é a falta até mesmo de professores que passaram por uma formação acadêmica equivocada. Em boa parte das escolas temos professores adaptados. Na falta de um professor de história, coloca-se um bacharel em direito. Um matemático acumula as aulas de física. Um enfermeiro assume a cadeira de biologia. No ensino médio é onde mais encontramos esses desvios de função. 

Como o ensino médio conta com alunos com um pouco mais de maturidade e independência, por serem mais velhos, existem mais salas que funcionam no período da noite do que no fundamental. Como os salários são baixos, o professor de ensino médio tem mais oportunidades de acumular, graças às aulas à noite, uma carga de trabalho maior.

Vários docentes desta etapa trabalham pela manhã, tarde e noite. Alguns ficam só nas salas de aula. Outros acumulam a função de professor com alguma outra. Para o professor de ensino médio sobra muito menos tempo para o descanso, para a atualização, para o preparo de aulas, para o lazer e para o ócio.

A falta de professores que estudaram para lecionar no ensino médio e atuam nas escolas deve aumentar nos próximos anos, com a consequente substituição por "adaptados", ou a simples vacância de aulas em algumas matérias.

Mesmo que a mudança de nossa pirâmide etária diminua a cada ano o número de alunos matriculados no ensino médio e que a evasão continue alta, a diminuição das taxas de desemprego faz com que cada vez mais pessoas abandonem a profissão.

Em algumas regiões do País, as taxas de desemprego para pessoas com nível superior estão bem próximas do que chamamos de situação de pleno emprego, que é quando a porcentagem de desempregados só representa a mobilidade das pessoas entre um emprego e outro. Professores ganham, em média, 60% a menos que profissionais com o mesmo tempo de estudo. É natural que muitos migrem para outras profissões e que evitem começar a carreira em sala de aula. 

Mudar a situação exige um trabalho coordenado do governo. Somente salários melhores poderão atrair mais pessoas para a carreira. Se isso não acontecer, o Brasil corre o risco de simplesmente não ter pessoas dispostas a trabalhar nas salas de aula do ensino médio. Os currículos das licenciaturas precisam considerar que estes profissionais vão atuar na capacitação de alunos para seguir no ensino superior, e não para ser uma enciclopédia de conteúdos. E os currículos precisam ser redirecionados. 

Basta da ditadura dos livros didáticos e dos sistemas de ensino. Este ensino, que finge ser educação, na verdade só possibilita o sucesso de uma minoria. A maioria passa por ele sem acumular nada em sua vida. Não é justo que organizemos uma escola que faz com que grande parte dos alunos sinta-se incapaz. Eles não são. A falta de uma função racional para o ensino médio e os erros nas políticas públicas relacionadas a ele fazem com alunos cheguem à idade adulta sem compreender textos, sem conseguir resolver problemas simples de matemática e com dificuldades para atuar de forma cidadã na sociedade.
Disponível em :http://ultimosegundo.ig.com.br/colunistas/mateusprado/pais+corre+o+risco+de+nao+ter+professores+para+o+ensino+medio/c1238106820726.html

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Problemas da Educação no Brasil

Relação com os principais problemas da educação no Brasil atual, ênfase na Educação Básica
Principais problemas da educação no Brasil
- Muitas faculdades e universidades não preparam o professor para a realidade da sala de aula.
- Baixa remuneração paga aos professores de Ensino Básico, principalmente da educação pública. Falta de um sistema que beneficie os profissionais mais eficientes.
- Carência em sistemas eficientes de aperfeiçoamento, capacitação e educação continuada para professores;
- Currículo pouco interessante para os alunos ou desconectados da realidade;
- Baixa participação dos pais na vida escolar dos filhos e nos assuntos da escola;
- Burocracia em excesso na administração escolar;
- Investimentos públicos insuficientes para atender com qualidades as necessidades educacionais;
- Elevados índices de repetência, principalmente em regiões mais carentes;
- Baixa permanência dos alunos nas escolas (média de 4 horas diárias);
- Existência de professores lecionando sem formação específica para a área (principalmente em regiões mais carentes do Brasil);
- Uso em excesso de métodos de ensino ultrapassados (questionários, cópias de lição na lousa, muitas aulas teóricas sem participação dos alunos, etc.);
- Falta de conexão entre os níveis de ensino (infantil, fundamental e médio);  
- Altas taxas de abandono de alunos devido ao fracasso escolar ou problemas financeiros;
- Carência de condições materiais em escolas de regiões pobres.

Disponível em:http://www.suapesquisa.com/educacaobrasil/problemas_educacao.htm