quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Curiosidade

Doenças do sangue

O sangue é bombeado pelo coração para todo organismo pelo sistema circulatório. É constituído por células (45%) e pelo plasma (55%).

As células sanguíneas são constituídas de células vermelhas (eritrócitos), células brancas (leucócitos) e de plaquetas (trombócitos), todas formadas na medula dos ossos, e cada tipo com funções diferentes. O baço também produz células formadoras do sangue e também anticorpos. O plasma é um liquido complexo constituído por vários tipos de íons, proteínas, enzimas, hormônios, nutrientes, moléculas para serem eliminadas pelo organismo (como a uréia, por exemplo), fatores de coagulação e água.

O sangue através de seus glóbulos vermelhos transporta oxigênio dos pulmões para os tecidos e retira o gás carbônico dos tecidos levando-o para ser eliminado pelos pulmões. Através dos seus glóbulos brancos participa ativamente da defesa do organismo. A sangue contem ainda proteínas que regulam o sangramento. Outra função básica do sangue é o transporte de anticorpos, nutrientes, glicose, gorduras, vitaminas e sais minerais.

O exame hematológico estuda as células do sangue e permite identificar inúmeras doenças, desde aquelas próprias do sangue (como a anemia e a leucemia, por exemplo) até infecções e doenças alérgicas. O baço aumenta de tamanho em diversas doenças do sangue.

As principais doenças hematológicas na terceira idade são a anemia, as hemorragias, as leucopenias, as leucemias, e os tumores de células sangüíneas, como o linfoma e o mieloma múltiplo.

A anemia é a diminuição do número de glóbulos vermelhos ou de seu conteúdo (hemoglobina), da produção de glóbulos vermelhos e também ocorre quando há destruição exagerada . É uma grave consequência da desnutrição. A principal causa de anemia é a deficiência de ferro (anemia ferropriva), substância básica na formação da hemoglobina. Pode também ocorrer na deficiência de vitamina B12, de cobre e de zinco.

Na terceira idade a anemia é de extrema importância sendo frequentemente não diagnosticada ou quando diagnosticada mal orientada. A perda contínua e discreta de sangue pelas fezes (devida a um tumor intestinal silencioso, por exemplo) pode levar a anemia com poucas manifestações clínicas devida sua instalação lenta, o mesmo podendo ocorrer na perda sanguínea vaginal continuada (mioma uterino, por exemplo).

A anemia que se instala aos poucos é comum na terceira idade e com frequência está relacionada ao câncer, mas pode também ser devida a erros alimentares. Dietas pobres em ferro e em vegetais, utilizadas durante muito tempo, podem levar a anemia. Dietas pouco diversificadas muito comuns em vários tipos de tratamentos , como no diabetes, por exemplo, são causas de anemia na terceira idade.

Situações em que há má absorção de alimentos (doenças do estômago, por exemplo) também podem levar a anemia por deficiência de vitamina B12. A deficiência de vitamina C pode também ser causa de anemia na terceira idade como o alcoolismo. A doença renal e os distúrbios da tireóide podem levar à anemia. Vários medicamentos podem provocar a anemia destacando-se antibióticos (cloranfenicol e várias penicilinas, por exemplo), quimioterápicos, anticonvulsivantes (carbamazepina, por exemplo), drogas usadas no tratamento da tireóide, do diabetes e da alergia. Vários anti-inflamatórios e tranquilizantes podem também levar a anemia.

A anemia se manifesta de maneira variável, podendo ocorrer distúrbios cardíacos, vasculares e pulmonares. A fadiga e falta de disposição são os sintomas mais frequente. Há também emagrecimento e palidez. Pode ocorrer em pessoas obesas que tenham dieta pouco diversificada.

O hemograma é o principal exame para o estudo da anemia, aonde se observa diminuição na taxa de hemoglobina. A dosagem de ferro no sangue e a pesquisa de sangue oculto na fezes também fazem parte do estudo da anemia. Algumas vezes há necessidade de se examinar a medula óssea, local formador das células componentes do sangue.

O tratamento correto da anemia deve se basear em um diagnóstico que especifique a sua causa exata. É frequente o tratamento inespecífico da anemia com a utilização de complexos vitamínicos sem qualquer critério. Em certas situações deve ser feita a reposição de ferro ou ácido fólico, em outras de vitamina B12. Há situações em que há necessidade de transfusão de sangue.

Várias situações podem levar a hemorragias, desde simples doenças vasculares cutâneas (púrpuras) até graves distúrbios da coagulação do sangue. A hemofilia, a leucemia, inúmeras doenças como câncer e infecções graves podem evoluir com hemorragias. Deficiência de vitaminas C e K são também causas de hemorragia. A aspirina (ácido acetil-salicílico) pode levar a hemorragias em pessoas que já apresentem tendência à sangramentos. Certos antibióticos derivados da penicilina também podem aumentar a tendência a sangramentos.

Na terceira idade é comum o aparecimento de manchas de sangue ou púrpuras nos braços e mãos.

É um processo benigno denominado púrpura senil. A hemorragia nasal pode também ser um sintoma.

Ocorre com frequência na hipertensão arterial mas pode ser um sintoma de diminuição da coagulação sanguínea, sugerindo uma leucemia, por exemplo. Faz parte também do quadro da inflamação nasal que acompanha os resfriados e as gripes.

O diagnóstico das doenças hemorrágicas é feito pelo coagulograma, exame que mostra os tempos de sangramento e de coagulação, a contagem de plaquetas, o tempo de protrombina e outros índices que avaliam a coagulação sanguínea.

A leucopenia é a diminuição de glóbulos brancos do sangue. Na terceira idade a diminuição dos glóbulos brancos em geral está relacionada a infecções à vírus ou a bactéria. A influência de determinados medicamentos e o câncer também são causas de leucopenia na terceira idade. Alguns medicamentos podem levar a leucopenia (antiarrítmicos, antibióticos, anticonvulsivantes, antihipertensivos, cortisona), drogas usadas no tratamento do diabetes e na doença da tireóide e alguns diuréticos (hidroclorotiazida, por exemplo) e tranqüilizantes também podem levar a leucopenia. As drogas quimioterápicas também produzem leucopenia.  Em infecções bacterianas graves pode haver aumento de glóbulos brancos ou leucocitose.

A leucemia é o câncer formado pelas células brancas que compõem o sangue. A causa da leucemia não é conhecida, mas alguns tipos estão relacionados a vírus. A exposição à irradiação e a certos produtos químicos (benzeno) também podem ser responsáveis pela leucemia. Certas doenças familiares também apresentam uma frequência maior da doença.

Certos tipos de leucemia infiltram gânglios, fígado e baço, e também o sistema nervoso.

A forma de leucemia mais comum na terceira idade é denominada linfocítica crônica e tem forte predisposição hereditária. Ocorre principalmente entre homens. Tem evolução arrastada, podendo ocorrer anemia, maior tendência a hemorragias e infiltra gânglios e baço.

Os tumores ou câncer das células sanguíneas na terceira idade são o linfoma e o mieloma múltiplo.

Linfoma ou câncer linfático é o tumor dos sistemas linfático e reticuloendotelial. O sistema linfático é constituído por gânglios e vasos linfáticos . A função dos gânglios é filtrar o sangue tornando-o "limpo".

A forma mais frequente é denominada linfoma não-Hodgkin ou linfossarcoma. Ocorre em qualquer idade mas há uma certa tendência para aumentar sua frequência na terceira idade.

O mieloma múltiplo é o câncer de um tipo de células componentes do sangue denominadas plasmocitos. Caracteriza-se pela produção exagerada de uma proteína denominada Bence-Jones. É freqüente na terceira idade.

Compromete determinados ossos do esqueleto: crânio, coluna vertebral, quadril e costelas, levando a sua destruição. O doente apresenta anemia, pode se queixar de dores ósseas, fraqueza, e perda de peso. Pode ocorrer insuficiência renal e imunodeficiência, o que aumenta a suscetibilidade a infecções. Há tendência a hemorragias.

Doenças hematológicas

Anemia falciforme

A anemia falciforme é uma doença genética e hereditária que se manifesta quando o indivíduo recebe, de ambos os pais, o gene alterado. Na anemia falciforme, as hemácias tendem a apresentar o formato de foice, sendo também rígidas; em razão da presença da hemoglobina S.

Pessoas com anemia apresentam hemácias em forma de foice


Pessoas com anemia apresentam hemácias em forma de foice

 As hemácias sanguíneas normais possuem a forma de disco, são flexíveis, e apresentam hemoglobina do tipo A. Este pigmento, além de ser responsável pela cor vermelha dessas células e, consequentemente, de nosso sangue, permite que ocorra o transporte de oxigênio para as diversas regiões do corpo.
A baixa concentração de hemoglobina funcional no sangue caracteriza uma doença denominada anemia. Geralmente esse quadro está relacionado à carência de um ou mais nutrientes, sendo o ferro o responsável pela maioria dos casos.
Quanto à anemia falciforme, o que ocorre é que as pessoas que apresentam tal doença possuem hemoglobina S, ao invés de hemoglobina do tipo A. Ela tem, como uma de suas características principais, o fato de se cristalizar em situações em que as concentrações de oxigênio diminuem, fazendo com que as hemácias tenham suas paredes rompidas, tornando-se rígidas, alongadas, e em formato de foice.
Assim, temos como resultado glóbulos vermelhos pouco duráveis e que, em razão da morfologia que apresentam, dificultam a passagem do sangue por alguns vasos sanguíneos de menor calibre, prejudicando também a oxigenação dos tecidos. A pessoa com essa doença, dessa forma, sente-se fatigada e com dores, principalmente nos ossos e articulações. Além disso, tal indivíduo tende a ter atraso em seu crescimento, feridas nas pernas (predominantemente próximo ao tornozelo), tendência a infecções, e sua pele e olhos se apresentam amarelados.
A anemia falciforme tem origem genética e hereditária. No entanto, para se manifestar, é necessário que a pessoa em questão receba, tanto do pai quanto da mãe, o gene alterado. Caso o receba somente de um de seus genitores, o indivíduo em questão será caracterizado como portador de traço falciforme, não desenvolvendo o quadro. Porém, caso tenha filho com parceiro portador da doença, ou com o mesmo quadro, existe a probabilidade de a criança nascer com a anemia falciforme.
Diagnosticada no teste do pezinho (assim como a fenilcetonúria e o hipotireoidismo congênito), outra forma de identificar esse quadro é através de um exame denominado eletroforese de hemoglobina. É pertinente ressaltar sobre a relevância de se procurar auxílio médico para descartar ou confirmar a anemia falciforme, se tratando de pessoas que possuem casos como esse na família e não fizeram o teste do pezinho.
Quanto ao tratamento, por se tratar de uma doença incurável, é importante o acompanhamento médico, visando melhorias na qualidade de vida ao paciente, como o controle da dor, melhor oxigenação dos tecidos corporais, e prevenção de complicações.
Curiosidades:
A anemia falciforme é uma das doenças hereditárias de maior prevalência no Brasil e no mundo; e é mais frequente entre a população afrodescendente.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Tecido nervoso

Pele

A pele é nosso maior órgão sensorial. Ela recebe, a todo instante, diversos tipos de estímulos que são enviados ao encéfalo. Há uma grande área do córtex cerebral responsável pela coordenação das funções sensoriais da pele, em particular das mãos e dos lábios. Muitos dos receptores sensoriais da pele são terminações nervosas livres. Algumas delas detectam dor, outras detectam frio e outras, calor.

Principais receptores sensoriais
Corpúsculo de Meissner - Tato (presentes nas regiões mais sensíveis da pele)
Corpúsculo de Pacini - Pressão forte
Corpúsculo de Krause - Frio
Corpúsculo de Ruffini - Calor
Terminações nervosas livres - Dor
Tato
O tato é a maneira como a gente "pega" o mundo pelas sensações da pele.
Logo debaixo da pele, os neurônios sensoriais registram as sensações que chegam por ali.
Os neurônios sensoriais pegam essa sensação, mandam para os neurônios de associação, que despacham a informação recebida para os neurônios efetuadores.
Os neurônios efetuadores recebem os impulsos e imediatamente mandam ordens para o corpo.
Por exemplo: a mão procurava um queijo e sentiu uma forma estranha, que se mexia. Essa informação foi passada dos neurônios sensoriais para os neurônios de associação, e finalmente para os neurônios efetuadores.
Quando estes últimos receberam a sensação, mandaram uma ordem imediata para os músculos do braço:
Mas existem outros órgãos sob a pele que também captam as sensações... são os corpúsculos sensoriais! São eles que registram as sensações de temperatura, pressão e dor.
Há outros órgãos sob a pele com a responsabilidade de captar as sensações do ambiente: os corpúsculos sensoriais.
Eles transmitem a informação aos neurônios sensoriais, que a envia no caminho descrito acima.
Os corpúsculos sensoriais registram as sensações de temperatura (calor, frio), pressão (um pernilongo pousando no seu braço, por exemplo) e dor (como a picada do pernilongo).
Pessoas que não enxergam geralmente têm o tato muito desenvolvido. Pelas mãos, podem distinguir os traços do rosto de outras pessoas. Também podem ler pelo método Braille, um sistema de sinais em relevo. Muitos elevadores têm sinais em braile ao lado dos botões, para indicar os andares.

A sensibilidade cutânea é a mesma em todo o corpo?

Cada receptor sensorial possui um campo de recepção do estímulo que corresponde a sua área de inervação (elipse azul para cada neurônio). O tamanho do campo de recepção varia conforme a região do nosso corpo: nas mãos e na face, são pequenos e numerosos em relação a outras partes do corpo que são grandes.

A sensibilidade cutânea é a mesma em todo o corpo?

Cada receptor sensorial possui um campo de recepção do estímulo que corresponde a sua área de inervação (elipse azul para cada neurônio). O tamanho do campo de recepção varia conforme a região do nosso corpo: nas mãos e na face, são pequenos e numerosos em relação a outras partes do corpo que são grandes.
Na área somatossensorial do cérebro, a superfície cutânea do corpo é representada de forma distorcida, como mostra a figura desse homenzinho engraçado. É chamado de homúnculo sensorial (figura à esquerda) e representa as regiões com maior densidade de receptores e de maior capacidade discriminativa. Assim, as mãos, a face, os lábios e a língua são muito mais sensíveis do que o tronco, nádegas, genitais, braços, pernas e pés.





quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Fertilização in Vitro


Fertilização in Vitro  - Centro de Reprodução Humana Hospital Sírio-Libanês
Técnica também conhecida como "bebê de proveta", a Fertilização in vitro (FIV) é um processo em que a fertilização dos gametas é feita em laboratório. Os espermatozoides juntamente com os óvulos são colocados numa cultura especialmente preparada e mantida em condições ideais de temperatura, em ambiente que simula as trompas. Se o processo evoluir favoravelmente, os pré-embriões são transferidos para o útero da mãe, onde irá se desenvolver a gestação. Além da FIV convencional, existe a técnica conhecida como ICSI (da sigla em inglês intra cytoplasmic sperm injection), em que o espermatozoide é injetado dentro do óvulo. Essa opção costuma ser adotada quando se sabe, previamente, que o espermatozoide não tem qualquer condição de fertilizar o óvulo por conta própria.
O processo consiste em três etapas que acontecem em aproximadamente quinze dias:
Indução da ovulação Os ovários são estimulados por medicações habitualmente administradas por via subcutânea para que ocorra maior recrutamento dos óvulos. Durante a indução, é realizado acompanhamento ultrassonográfico do crescimento dos folículos, que são as bolsinhas que contém os óvulos, e podem ser visualizadas ao ultrassom. Quando atingirem aproximadamente 18mm, é sinal de que os óvulos estão maduros e é, então, programada a coleta de óvulos.
Coleta de óvulos É o procedimento de aspiração dos folículos para captação dos óvulos. Ocorre dentro do centro cirúrgico doHospital dia do Sírio-Libanês, onde fica o laboratório de reprodução humana. A paciente é sedada e uma agulha guiada por ultrassom é introduzida no interior dos ovários, por via vaginal, para que os óvulos sejam captados. O procedimento dura aproximadamente 20 minutos e a paciente recebe alta no mesmo dia.

Transferência embrionária É a transferência de embriões para o interior do útero da mulher. É realizado após dois a cinco dias de desenvolvimento embrionário in vitro. Ocorre também no centro cirúrgico, porém não requer anestesia.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Embriologia

Resumo:

É  a ciência que estuda a formação do embrião. O embrião é formado a partir da fecundação (encontro do espermatozóide e o óvulo). Vários espermatozóides são atraídos para o óvulo para que ocorra a fecundação. São necessários muitos espermatozóides, pois a membra  na do óvulo é muito resistente.
Somente o primeiro espermatozóide fecunda o óvulo. Se entrarem mais de um, os outros morrerão. A região anterior do espermatozóide é chamada de acrossomo, região rica em enzimas usadas para romper a membrana do óvulo. 
Tipos de óvulos
O gameta masculino (espermatozóide) é igual para todos os animais, sendo diferente somente no número de cromossomos. Já o gameta feminino (óvulo) é diferente para cada animal. Além do  número de cromossomos, a diferença entre óvulos se baseia na quantidade e distribuição do vitelo (alimento do embrião).


1.    Óvulos oligolécitos                                                      OLIGO = POUCO               
Apresentam pouco vitelo na célula. Os animais que possuem esse óvulo são os poríferos, celenterados, equinodermos e mamíferos. 
2.   Óvulos heterolécitos                                                    
HETERO = DIFERENTE
Apresentam uma quantidade diferente de vitelo na célula. Os animais que possuem esse óvulo são os platelmintos, nematelmintos, anelídeos, moluscos, peixes e anfíbios.
3.   Óvulos megalécitos                                                      
MEGA = MUITO
São óvulos que apresentam uma quantidade muito grande de vitelo. Esse óvulo é encontrado nas aves e nos répteis (ovíparos).
4.   Óvulos Centrolécitos                                                    
Apresentam vitelo no centro da célula. Esse óvulo é encontrado somente nos artrópodes (insetos, aracnídeos, crustáceos).
Segmentação ou Clivagem
É a segunda etapa da embriologia. O embrião se divide em células menores, denominadas de blastômeros. Essa etapa é importante para formar todos os órgãos do embrião. As células formadas são também chamadas de células-tronco. No final desse processo surge um aglomerado de células chamado de mórula. Para cada tipo de óvulo existe uma segmentação diferente.

1.    Segmentação holoblástica igual
O embrião se divide totalmente, com células do mesmo tamanho. Essa segmentação ocorre nos óvulos oligolécitos.
  2.   Segmentação holoblástica desigual
O embrião se divide totalmente, mas suas células apresentam tamanhos diferentes. Ocorre nos óvulos heterolécitos.
  3.   Segmentação meroblástica discoidal
O embrião se divide parcialmente, formando um disco na parte superior da célula. Ocorre nos megalécitos.
  4.   Segmentação meroblástica superficial
O embrião se divide parcialmente, mas essa divisão ocorre somente na periferia da célula. Ocorre nos centrolécitos.

Etapas da embriologia
Logo após a formação do embrião ocorre a segmentação, que é a divisão do embrião em células menores. Só que a embriologia não termina nesse momento. O embrião passa por várias etapas, que são: Blástula, Gástrula e Nêurula.
A 
Blástula é um líquido que preenche o embrião, separando as suas células.
A 
Gástrula é uma fase onde o sistema digestório do embrião começa a ser formado.
Na 
Nêurula o sistema nervoso do embrião começa a ser formado. Não somente o sistema nervoso, como também os outros órgãos restantes.
Ectoderme: forma a pele, as unhas, os dentes e a língua.
Tubo neural: origina o sistema nervoso.
Notocorda: origina a coluna vertebral do embrião.
Mesoderme: origina os ossos, os músculos, os sistemas circulatório, urinário, endócrino (hormonal) e reprodutor.
Celoma: forma os órgãos internos.
Endoderme: origina os sistemas digestório e respiratório.
Arquêntero: origina o intestino.
 

Anexos Embrionários
São estruturas que ficam ao lado do embrião, protegendo-o e fornecendo-o alimentos. Os anexos embrionários são: placenta, cordão umbilical, âmnio, alantóide e saco vitelínico.
Placenta: presente somente nos mamíferos. Fornece nutrientes, hormônios, anticorpos para o embrião. Retira as excretas do embrião, retirando suas impurezas.


Cordão umbilical: faz a ligação da mãe com o filho. Está preso tanto na placenta e no filho e pode ser encontrado nos mamíferos.
Âmnio ou líquido amniótico: presente em todos os vertebrados. Hidrata o embrião, evitando seu ressecamento. Protege também o embrião contra pancadas que a mãe pode sofrer.
Alantóide: presente em todos os vertebrados. Retira as excretas do embrião. Nas aves, o alantóide retira o cálcio da casca do ovo para a coluna vertebral.
Saco vitelínico: presente em todos os vertebrados. Nos mamíferos, o saco vitelínico é reduzido. Sua função é fornecer alimentos para o embrião.

sábado, 5 de outubro de 2013



EMBRIOLOGIA
OS GAMETAS  OU CÉLULAS SEXUAIS DOS ANIMAIS
O espermatozoide é a célula reprodutiva de todos os animais machos
Os espermatozoides são gametas masculinos produzidos durante a espermatogênese que ocorre nos testículos. Células leves e móveis, os espermatozoides se desenvolvem a partir das espermátides e se movimentam em direção ao óvulo com uma velocidade de 1mm/min a 4mm/min em média. Os espermatozoides são dotados de cabeçacolo ou peça intermediária, e cauda ou flagelo.
cabeça do espermatozoide tem forma oval e é quase totalmente ocupada pelo núcleo, composto de cromossomos paternos. Na parte superior da cabeça há o acrossoma, oriundo da junção de vesículas do aparelho de Golgi e que consiste em uma bolsa cheia de enzimas com a função de facilitar a penetração do espermatozoide no óvulo durante a fecundação.
colo, também chamado de peça intermediária, contém mitocôndrias que produzem o trifosfato de adenosina (ATP), essencial para o movimento dos flagelos. Já a cauda ou flagelo desenvolve-se a partir do centríolo e tem a função de impulsionar o espermatozoide pelo aparelho reprodutor feminino.
Os espermatozoides ficam mergulhados em um fluido produzido pelas glândulas seminais e pela próstata. Esse fluido é nutritivo para os espermatozoides e é expulso do corpo no momento da ejaculação. Uma vez no sistema reprodutor feminino, os espermatozoides conseguem fecundar um óvulo no período de 48 a 72h.
Tipos de óvulos e a distribuição de vitelo
A classificação dos óvulos nos organismos animais varia de acordo com a quantidade e a distribuição de vitelo (substância de reserva energética) presente em seu interior, implicando no padrão de segmentação (ou clivagem) da célula ovo ou zigoto.

Quanto maior a quantidade de vitelo, menor é a velocidade do processo de segmentação;
Quanto menor a quantidade de vitelo, maior a velocidade do processo de segmentação. 
DESSA FORMA, OS ÓVULOS SÃO AGRUPADOS EM QUATRO TIPOS DISTINTOS:

Isolécito (oligolécito, alécito ou homolécito) → óvulos com baixa quantidade de vitelo, dispersos homogeneamente no citoplasma da célula. 
- Tipo de segmentação: holoblástica igual. 
- Exemplo: equinidermos, espongiários, protocordados e mamíferos.
Heterolécito (mediolécito ou miolécito) → óvulos com muito vitelo dispersos pela célula, formando uma região distinguindo o pólo animal (com pouco vitelo, contendo o núcleo) e o pólo vegetativo (concentrada em vitelo).
- Tipo de segmentação: holoblástica desigual, formando após divisão, dois tipos de células com tamanhos diferenciados (os micrômeros e os macrômeros). 
- Exemplo: moluscos, platelmintos, anelídeos, anfíbios e alguns peixes.
Telolécito (megalécito) → óvulos maiores, contendo muito vitelo disperso na célula. O núcleo fica localizado em uma região delimitada por uma cicatrícula que separa o pólo animal do vegetal.
- Tipo de segmentação: Meroblástica discoidal.
- Exemplo: répteis, aves e alguns peixes. 
Centrolécito → óvulo com vitelo concentrado na região central juntamente ao núcleo. O vitelo nesse tipo de célula não se divide, porém o núcleo passa por diversas divisões com posterior migração para a periferia.
- Tipo de segmentação: Meroblástica superficial. 
- Exemplo: artrópodes.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

O pâncreas e as Ilhotas de Langerhans: células alfa e beta, produtoras de hormônios.
O pâncreas é uma glândula mista (anfícrina), com função secretora endócrina e exócrina. Sua porção endócrina é formada por um conjunto de células (ilhotas de Langerhans) especializadas na secreção dos hormônios insulina e glucagon. 

Neste aglomerado de células, existe uma distinção, tendo o pâncreas uma região de células betas, responsáveis pela produção de insulina e outra região de células alfas, produtoras de glucagon, lançados na corrente sanguínea. 

Esses dois hormônios possuem efeitos antagônicos, ou seja, atividade fisiológica inversa.

Enquanto a insulina tem sua atuação voltada para a absorção de glicose pelas células do fígado, músculos esqueléticos e tecido adiposo, diminuindo sua concentração em razão da retirada de glicose do sangue. o glucagon, com atividade estimulante oposta, faz aumentar o teor de glicose na corrente sanguínea a partir da quebra do glicogênio (substância de reserva energética). 

Desta forma, conforme a necessidade do organismo, o pâncreas é requisitado a secretar insulina ou glucagon, dependendo da atividade metabólica a ser desenvolvida, utilizando energia das ligações químicas liberadas pelo catabolismo da glicose durante a respiração celular ou processo de fermentação lática. 

Fatores genéticos transcricionais, bem como fatores ambientais relacionados ao estilo de vida das pessoas (obesidade, sedentarismo e infecções), provocam distúrbios na síntese desses hormônios, comprometem o organismo causando Diabetes Mellitus tipo I ou tipo II, desregulando a taxa de glicose no sangue