terça-feira, 22 de abril de 2014

A etapa da educação básica

Ensino fundamental desenvolve a capacidade de aprendizado de crianças

A etapa da educação básica envolve crianças e adolescentes entre 6 e 14 anos e é o período em que se aprende a ler e a escrever
por Portal BrasilPublicado18/11/2009 11:12Última modificação30/08/2013 17:03
Exibir carrossel de imagensO PNLD vai atender a estudantes do 6° ao 9° ano do ensino fundamental
O PNLD vai atender a estudantes do 6° ao 9° ano do ensino fundamental
O ensino fundamental é obrigatório para crianças e jovens com idade entre 6 e 14 anos. Essa etapa da educação básica deve desenvolver a capacidade de aprendizado do aluno, por meio do domínio da leitura, escrita e do cálculo. Após a conclusão do ciclo, o aluno deve ser também capaz de compreender o ambiente natural e social, o sistema político, a tecnologia, as artes e os valores básicos da sociedade e da família.
Desde 2005, a lei nº 11.114 determinou a duração de nove anos para o ensino fundamental. Desta forma, a criança entra na escola aos 6 anos de idade, e não mais aos 7, e conclui aos 14 anos, ou seja, no 9º ano.
A lei garante a todas as crianças tempo mais longo de convívio escolar e mais oportunidades de aprender. A ampliação do ensino fundamental começou a ser discutida no Brasil em 2004, mas o programa só teve início em algumas regiões em 2005. 
Provinha Brasil 
Para garantir a alfabetização de todas as crianças até 8 anos, o ensino fundamental conta com a Provinha Brasil. O exame permite avaliar as habilidades relativas ao processo de alfabetização dos alunos e ajuda a evitar que as crianças cheguem à quarta série do ensino fundamental sem dominar a leitura e a escrita. 
Disponível em:http://www.brasil.gov.br/educacao/2009/11/ensino-fundamental-desenvolve-a-capacidade-de-aprendizado-de-criancas

quarta-feira, 16 de abril de 2014

País corre o risco de não ter professores para o ensino médio

Faculdades formam especialistas em áreas e não os capacitam a dar aulas. Queda no desemprego afasta docentes da profissão

O ensino médio é, certamente, a etapa de ensino em que o trabalho do professor mais se distancia daquilo que seria o "ideal" como modelo pedagógico. Em geral, no ensino superior, os professores não são capacitados para dar aulas. Mesmo as licenciaturas, que têm como objetivo principal formar para a docência, ensinam as pessoas a serem biólogos, físicos, matemáticos, químicos, gramáticos, entre outras profissões.
Quando estes estudantes universitários viram professores do ensino médio, não possuem nenhuma idéia do que deve ser feito para preparar o aluno a seguir, com relativo sucesso, para o ensino superior. Apenas reproduzem o que aprenderam no ensino superior e o que era o seu ensino médio.

É muito difícil para o professor, mesmo aquele que se rebela contra a situação, seguir por outro caminho. Os conteúdos que estão nos livros escolares, nas apostilas das grandes redes de “deseducação” e nos programas dos vestibulares servem de estímulo para que a escola e a sociedade aceitem a situação de ensinar em suas salas de ensino médio o conteúdo que é necessário aos profissionais destas profissões.

Para o aluno, a situação é incômoda. Precisa, para ser entendido como um bom aluno, entender de conteúdos que são necessários para físicos, geógrafos, gramáticos, matemáticos, biólogos e outras tantas profissões. É importante notar que, na maior parte dos casos, professores de matemática não sabem a que período literário pertence a obra de Gregório de Matos. Professores de português não dominam os efeitos da radioatividade e da reflexão da luz. Professores de física não se lembram o que é um alelo recessivo. Os de biologia sentem dificuldade em compreender como, dobrando a medida de todos os lados de um cubo, chegamos a um objeto com o volume oito vezes maior que o primeiro.

Pois é assim. Cada professor é um especialista em uma matéria, ou área do conhecimento como gostam de dizer, e tem na cabeça um programa que faça de cada aluno um semi-especialista em sua área. O professor sabe pouco de outras áreas, mas acha completamente normal que o aluno tenha que acumular conteúdo de todas elas.

Quanto mais periférica a escola, a situação envolve mais agravantes. Um deles é a falta até mesmo de professores que passaram por uma formação acadêmica equivocada. Em boa parte das escolas temos professores adaptados. Na falta de um professor de história, coloca-se um bacharel em direito. Um matemático acumula as aulas de física. Um enfermeiro assume a cadeira de biologia. No ensino médio é onde mais encontramos esses desvios de função. 

Como o ensino médio conta com alunos com um pouco mais de maturidade e independência, por serem mais velhos, existem mais salas que funcionam no período da noite do que no fundamental. Como os salários são baixos, o professor de ensino médio tem mais oportunidades de acumular, graças às aulas à noite, uma carga de trabalho maior.

Vários docentes desta etapa trabalham pela manhã, tarde e noite. Alguns ficam só nas salas de aula. Outros acumulam a função de professor com alguma outra. Para o professor de ensino médio sobra muito menos tempo para o descanso, para a atualização, para o preparo de aulas, para o lazer e para o ócio.

A falta de professores que estudaram para lecionar no ensino médio e atuam nas escolas deve aumentar nos próximos anos, com a consequente substituição por "adaptados", ou a simples vacância de aulas em algumas matérias.

Mesmo que a mudança de nossa pirâmide etária diminua a cada ano o número de alunos matriculados no ensino médio e que a evasão continue alta, a diminuição das taxas de desemprego faz com que cada vez mais pessoas abandonem a profissão.

Em algumas regiões do País, as taxas de desemprego para pessoas com nível superior estão bem próximas do que chamamos de situação de pleno emprego, que é quando a porcentagem de desempregados só representa a mobilidade das pessoas entre um emprego e outro. Professores ganham, em média, 60% a menos que profissionais com o mesmo tempo de estudo. É natural que muitos migrem para outras profissões e que evitem começar a carreira em sala de aula. 

Mudar a situação exige um trabalho coordenado do governo. Somente salários melhores poderão atrair mais pessoas para a carreira. Se isso não acontecer, o Brasil corre o risco de simplesmente não ter pessoas dispostas a trabalhar nas salas de aula do ensino médio. Os currículos das licenciaturas precisam considerar que estes profissionais vão atuar na capacitação de alunos para seguir no ensino superior, e não para ser uma enciclopédia de conteúdos. E os currículos precisam ser redirecionados. 

Basta da ditadura dos livros didáticos e dos sistemas de ensino. Este ensino, que finge ser educação, na verdade só possibilita o sucesso de uma minoria. A maioria passa por ele sem acumular nada em sua vida. Não é justo que organizemos uma escola que faz com que grande parte dos alunos sinta-se incapaz. Eles não são. A falta de uma função racional para o ensino médio e os erros nas políticas públicas relacionadas a ele fazem com alunos cheguem à idade adulta sem compreender textos, sem conseguir resolver problemas simples de matemática e com dificuldades para atuar de forma cidadã na sociedade.
Disponível em :http://ultimosegundo.ig.com.br/colunistas/mateusprado/pais+corre+o+risco+de+nao+ter+professores+para+o+ensino+medio/c1238106820726.html

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Problemas da Educação no Brasil

Relação com os principais problemas da educação no Brasil atual, ênfase na Educação Básica
Principais problemas da educação no Brasil
- Muitas faculdades e universidades não preparam o professor para a realidade da sala de aula.
- Baixa remuneração paga aos professores de Ensino Básico, principalmente da educação pública. Falta de um sistema que beneficie os profissionais mais eficientes.
- Carência em sistemas eficientes de aperfeiçoamento, capacitação e educação continuada para professores;
- Currículo pouco interessante para os alunos ou desconectados da realidade;
- Baixa participação dos pais na vida escolar dos filhos e nos assuntos da escola;
- Burocracia em excesso na administração escolar;
- Investimentos públicos insuficientes para atender com qualidades as necessidades educacionais;
- Elevados índices de repetência, principalmente em regiões mais carentes;
- Baixa permanência dos alunos nas escolas (média de 4 horas diárias);
- Existência de professores lecionando sem formação específica para a área (principalmente em regiões mais carentes do Brasil);
- Uso em excesso de métodos de ensino ultrapassados (questionários, cópias de lição na lousa, muitas aulas teóricas sem participação dos alunos, etc.);
- Falta de conexão entre os níveis de ensino (infantil, fundamental e médio);  
- Altas taxas de abandono de alunos devido ao fracasso escolar ou problemas financeiros;
- Carência de condições materiais em escolas de regiões pobres.

Disponível em:http://www.suapesquisa.com/educacaobrasil/problemas_educacao.htm

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Curiosidade

Doenças do sangue

O sangue é bombeado pelo coração para todo organismo pelo sistema circulatório. É constituído por células (45%) e pelo plasma (55%).

As células sanguíneas são constituídas de células vermelhas (eritrócitos), células brancas (leucócitos) e de plaquetas (trombócitos), todas formadas na medula dos ossos, e cada tipo com funções diferentes. O baço também produz células formadoras do sangue e também anticorpos. O plasma é um liquido complexo constituído por vários tipos de íons, proteínas, enzimas, hormônios, nutrientes, moléculas para serem eliminadas pelo organismo (como a uréia, por exemplo), fatores de coagulação e água.

O sangue através de seus glóbulos vermelhos transporta oxigênio dos pulmões para os tecidos e retira o gás carbônico dos tecidos levando-o para ser eliminado pelos pulmões. Através dos seus glóbulos brancos participa ativamente da defesa do organismo. A sangue contem ainda proteínas que regulam o sangramento. Outra função básica do sangue é o transporte de anticorpos, nutrientes, glicose, gorduras, vitaminas e sais minerais.

O exame hematológico estuda as células do sangue e permite identificar inúmeras doenças, desde aquelas próprias do sangue (como a anemia e a leucemia, por exemplo) até infecções e doenças alérgicas. O baço aumenta de tamanho em diversas doenças do sangue.

As principais doenças hematológicas na terceira idade são a anemia, as hemorragias, as leucopenias, as leucemias, e os tumores de células sangüíneas, como o linfoma e o mieloma múltiplo.

A anemia é a diminuição do número de glóbulos vermelhos ou de seu conteúdo (hemoglobina), da produção de glóbulos vermelhos e também ocorre quando há destruição exagerada . É uma grave consequência da desnutrição. A principal causa de anemia é a deficiência de ferro (anemia ferropriva), substância básica na formação da hemoglobina. Pode também ocorrer na deficiência de vitamina B12, de cobre e de zinco.

Na terceira idade a anemia é de extrema importância sendo frequentemente não diagnosticada ou quando diagnosticada mal orientada. A perda contínua e discreta de sangue pelas fezes (devida a um tumor intestinal silencioso, por exemplo) pode levar a anemia com poucas manifestações clínicas devida sua instalação lenta, o mesmo podendo ocorrer na perda sanguínea vaginal continuada (mioma uterino, por exemplo).

A anemia que se instala aos poucos é comum na terceira idade e com frequência está relacionada ao câncer, mas pode também ser devida a erros alimentares. Dietas pobres em ferro e em vegetais, utilizadas durante muito tempo, podem levar a anemia. Dietas pouco diversificadas muito comuns em vários tipos de tratamentos , como no diabetes, por exemplo, são causas de anemia na terceira idade.

Situações em que há má absorção de alimentos (doenças do estômago, por exemplo) também podem levar a anemia por deficiência de vitamina B12. A deficiência de vitamina C pode também ser causa de anemia na terceira idade como o alcoolismo. A doença renal e os distúrbios da tireóide podem levar à anemia. Vários medicamentos podem provocar a anemia destacando-se antibióticos (cloranfenicol e várias penicilinas, por exemplo), quimioterápicos, anticonvulsivantes (carbamazepina, por exemplo), drogas usadas no tratamento da tireóide, do diabetes e da alergia. Vários anti-inflamatórios e tranquilizantes podem também levar a anemia.

A anemia se manifesta de maneira variável, podendo ocorrer distúrbios cardíacos, vasculares e pulmonares. A fadiga e falta de disposição são os sintomas mais frequente. Há também emagrecimento e palidez. Pode ocorrer em pessoas obesas que tenham dieta pouco diversificada.

O hemograma é o principal exame para o estudo da anemia, aonde se observa diminuição na taxa de hemoglobina. A dosagem de ferro no sangue e a pesquisa de sangue oculto na fezes também fazem parte do estudo da anemia. Algumas vezes há necessidade de se examinar a medula óssea, local formador das células componentes do sangue.

O tratamento correto da anemia deve se basear em um diagnóstico que especifique a sua causa exata. É frequente o tratamento inespecífico da anemia com a utilização de complexos vitamínicos sem qualquer critério. Em certas situações deve ser feita a reposição de ferro ou ácido fólico, em outras de vitamina B12. Há situações em que há necessidade de transfusão de sangue.

Várias situações podem levar a hemorragias, desde simples doenças vasculares cutâneas (púrpuras) até graves distúrbios da coagulação do sangue. A hemofilia, a leucemia, inúmeras doenças como câncer e infecções graves podem evoluir com hemorragias. Deficiência de vitaminas C e K são também causas de hemorragia. A aspirina (ácido acetil-salicílico) pode levar a hemorragias em pessoas que já apresentem tendência à sangramentos. Certos antibióticos derivados da penicilina também podem aumentar a tendência a sangramentos.

Na terceira idade é comum o aparecimento de manchas de sangue ou púrpuras nos braços e mãos.

É um processo benigno denominado púrpura senil. A hemorragia nasal pode também ser um sintoma.

Ocorre com frequência na hipertensão arterial mas pode ser um sintoma de diminuição da coagulação sanguínea, sugerindo uma leucemia, por exemplo. Faz parte também do quadro da inflamação nasal que acompanha os resfriados e as gripes.

O diagnóstico das doenças hemorrágicas é feito pelo coagulograma, exame que mostra os tempos de sangramento e de coagulação, a contagem de plaquetas, o tempo de protrombina e outros índices que avaliam a coagulação sanguínea.

A leucopenia é a diminuição de glóbulos brancos do sangue. Na terceira idade a diminuição dos glóbulos brancos em geral está relacionada a infecções à vírus ou a bactéria. A influência de determinados medicamentos e o câncer também são causas de leucopenia na terceira idade. Alguns medicamentos podem levar a leucopenia (antiarrítmicos, antibióticos, anticonvulsivantes, antihipertensivos, cortisona), drogas usadas no tratamento do diabetes e na doença da tireóide e alguns diuréticos (hidroclorotiazida, por exemplo) e tranqüilizantes também podem levar a leucopenia. As drogas quimioterápicas também produzem leucopenia.  Em infecções bacterianas graves pode haver aumento de glóbulos brancos ou leucocitose.

A leucemia é o câncer formado pelas células brancas que compõem o sangue. A causa da leucemia não é conhecida, mas alguns tipos estão relacionados a vírus. A exposição à irradiação e a certos produtos químicos (benzeno) também podem ser responsáveis pela leucemia. Certas doenças familiares também apresentam uma frequência maior da doença.

Certos tipos de leucemia infiltram gânglios, fígado e baço, e também o sistema nervoso.

A forma de leucemia mais comum na terceira idade é denominada linfocítica crônica e tem forte predisposição hereditária. Ocorre principalmente entre homens. Tem evolução arrastada, podendo ocorrer anemia, maior tendência a hemorragias e infiltra gânglios e baço.

Os tumores ou câncer das células sanguíneas na terceira idade são o linfoma e o mieloma múltiplo.

Linfoma ou câncer linfático é o tumor dos sistemas linfático e reticuloendotelial. O sistema linfático é constituído por gânglios e vasos linfáticos . A função dos gânglios é filtrar o sangue tornando-o "limpo".

A forma mais frequente é denominada linfoma não-Hodgkin ou linfossarcoma. Ocorre em qualquer idade mas há uma certa tendência para aumentar sua frequência na terceira idade.

O mieloma múltiplo é o câncer de um tipo de células componentes do sangue denominadas plasmocitos. Caracteriza-se pela produção exagerada de uma proteína denominada Bence-Jones. É freqüente na terceira idade.

Compromete determinados ossos do esqueleto: crânio, coluna vertebral, quadril e costelas, levando a sua destruição. O doente apresenta anemia, pode se queixar de dores ósseas, fraqueza, e perda de peso. Pode ocorrer insuficiência renal e imunodeficiência, o que aumenta a suscetibilidade a infecções. Há tendência a hemorragias.

Doenças hematológicas

Anemia falciforme

A anemia falciforme é uma doença genética e hereditária que se manifesta quando o indivíduo recebe, de ambos os pais, o gene alterado. Na anemia falciforme, as hemácias tendem a apresentar o formato de foice, sendo também rígidas; em razão da presença da hemoglobina S.

Pessoas com anemia apresentam hemácias em forma de foice


Pessoas com anemia apresentam hemácias em forma de foice

 As hemácias sanguíneas normais possuem a forma de disco, são flexíveis, e apresentam hemoglobina do tipo A. Este pigmento, além de ser responsável pela cor vermelha dessas células e, consequentemente, de nosso sangue, permite que ocorra o transporte de oxigênio para as diversas regiões do corpo.
A baixa concentração de hemoglobina funcional no sangue caracteriza uma doença denominada anemia. Geralmente esse quadro está relacionado à carência de um ou mais nutrientes, sendo o ferro o responsável pela maioria dos casos.
Quanto à anemia falciforme, o que ocorre é que as pessoas que apresentam tal doença possuem hemoglobina S, ao invés de hemoglobina do tipo A. Ela tem, como uma de suas características principais, o fato de se cristalizar em situações em que as concentrações de oxigênio diminuem, fazendo com que as hemácias tenham suas paredes rompidas, tornando-se rígidas, alongadas, e em formato de foice.
Assim, temos como resultado glóbulos vermelhos pouco duráveis e que, em razão da morfologia que apresentam, dificultam a passagem do sangue por alguns vasos sanguíneos de menor calibre, prejudicando também a oxigenação dos tecidos. A pessoa com essa doença, dessa forma, sente-se fatigada e com dores, principalmente nos ossos e articulações. Além disso, tal indivíduo tende a ter atraso em seu crescimento, feridas nas pernas (predominantemente próximo ao tornozelo), tendência a infecções, e sua pele e olhos se apresentam amarelados.
A anemia falciforme tem origem genética e hereditária. No entanto, para se manifestar, é necessário que a pessoa em questão receba, tanto do pai quanto da mãe, o gene alterado. Caso o receba somente de um de seus genitores, o indivíduo em questão será caracterizado como portador de traço falciforme, não desenvolvendo o quadro. Porém, caso tenha filho com parceiro portador da doença, ou com o mesmo quadro, existe a probabilidade de a criança nascer com a anemia falciforme.
Diagnosticada no teste do pezinho (assim como a fenilcetonúria e o hipotireoidismo congênito), outra forma de identificar esse quadro é através de um exame denominado eletroforese de hemoglobina. É pertinente ressaltar sobre a relevância de se procurar auxílio médico para descartar ou confirmar a anemia falciforme, se tratando de pessoas que possuem casos como esse na família e não fizeram o teste do pezinho.
Quanto ao tratamento, por se tratar de uma doença incurável, é importante o acompanhamento médico, visando melhorias na qualidade de vida ao paciente, como o controle da dor, melhor oxigenação dos tecidos corporais, e prevenção de complicações.
Curiosidades:
A anemia falciforme é uma das doenças hereditárias de maior prevalência no Brasil e no mundo; e é mais frequente entre a população afrodescendente.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Tecido nervoso

Pele

A pele é nosso maior órgão sensorial. Ela recebe, a todo instante, diversos tipos de estímulos que são enviados ao encéfalo. Há uma grande área do córtex cerebral responsável pela coordenação das funções sensoriais da pele, em particular das mãos e dos lábios. Muitos dos receptores sensoriais da pele são terminações nervosas livres. Algumas delas detectam dor, outras detectam frio e outras, calor.

Principais receptores sensoriais
Corpúsculo de Meissner - Tato (presentes nas regiões mais sensíveis da pele)
Corpúsculo de Pacini - Pressão forte
Corpúsculo de Krause - Frio
Corpúsculo de Ruffini - Calor
Terminações nervosas livres - Dor
Tato
O tato é a maneira como a gente "pega" o mundo pelas sensações da pele.
Logo debaixo da pele, os neurônios sensoriais registram as sensações que chegam por ali.
Os neurônios sensoriais pegam essa sensação, mandam para os neurônios de associação, que despacham a informação recebida para os neurônios efetuadores.
Os neurônios efetuadores recebem os impulsos e imediatamente mandam ordens para o corpo.
Por exemplo: a mão procurava um queijo e sentiu uma forma estranha, que se mexia. Essa informação foi passada dos neurônios sensoriais para os neurônios de associação, e finalmente para os neurônios efetuadores.
Quando estes últimos receberam a sensação, mandaram uma ordem imediata para os músculos do braço:
Mas existem outros órgãos sob a pele que também captam as sensações... são os corpúsculos sensoriais! São eles que registram as sensações de temperatura, pressão e dor.
Há outros órgãos sob a pele com a responsabilidade de captar as sensações do ambiente: os corpúsculos sensoriais.
Eles transmitem a informação aos neurônios sensoriais, que a envia no caminho descrito acima.
Os corpúsculos sensoriais registram as sensações de temperatura (calor, frio), pressão (um pernilongo pousando no seu braço, por exemplo) e dor (como a picada do pernilongo).
Pessoas que não enxergam geralmente têm o tato muito desenvolvido. Pelas mãos, podem distinguir os traços do rosto de outras pessoas. Também podem ler pelo método Braille, um sistema de sinais em relevo. Muitos elevadores têm sinais em braile ao lado dos botões, para indicar os andares.

A sensibilidade cutânea é a mesma em todo o corpo?

Cada receptor sensorial possui um campo de recepção do estímulo que corresponde a sua área de inervação (elipse azul para cada neurônio). O tamanho do campo de recepção varia conforme a região do nosso corpo: nas mãos e na face, são pequenos e numerosos em relação a outras partes do corpo que são grandes.

A sensibilidade cutânea é a mesma em todo o corpo?

Cada receptor sensorial possui um campo de recepção do estímulo que corresponde a sua área de inervação (elipse azul para cada neurônio). O tamanho do campo de recepção varia conforme a região do nosso corpo: nas mãos e na face, são pequenos e numerosos em relação a outras partes do corpo que são grandes.
Na área somatossensorial do cérebro, a superfície cutânea do corpo é representada de forma distorcida, como mostra a figura desse homenzinho engraçado. É chamado de homúnculo sensorial (figura à esquerda) e representa as regiões com maior densidade de receptores e de maior capacidade discriminativa. Assim, as mãos, a face, os lábios e a língua são muito mais sensíveis do que o tronco, nádegas, genitais, braços, pernas e pés.





quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Fertilização in Vitro


Fertilização in Vitro  - Centro de Reprodução Humana Hospital Sírio-Libanês
Técnica também conhecida como "bebê de proveta", a Fertilização in vitro (FIV) é um processo em que a fertilização dos gametas é feita em laboratório. Os espermatozoides juntamente com os óvulos são colocados numa cultura especialmente preparada e mantida em condições ideais de temperatura, em ambiente que simula as trompas. Se o processo evoluir favoravelmente, os pré-embriões são transferidos para o útero da mãe, onde irá se desenvolver a gestação. Além da FIV convencional, existe a técnica conhecida como ICSI (da sigla em inglês intra cytoplasmic sperm injection), em que o espermatozoide é injetado dentro do óvulo. Essa opção costuma ser adotada quando se sabe, previamente, que o espermatozoide não tem qualquer condição de fertilizar o óvulo por conta própria.
O processo consiste em três etapas que acontecem em aproximadamente quinze dias:
Indução da ovulação Os ovários são estimulados por medicações habitualmente administradas por via subcutânea para que ocorra maior recrutamento dos óvulos. Durante a indução, é realizado acompanhamento ultrassonográfico do crescimento dos folículos, que são as bolsinhas que contém os óvulos, e podem ser visualizadas ao ultrassom. Quando atingirem aproximadamente 18mm, é sinal de que os óvulos estão maduros e é, então, programada a coleta de óvulos.
Coleta de óvulos É o procedimento de aspiração dos folículos para captação dos óvulos. Ocorre dentro do centro cirúrgico doHospital dia do Sírio-Libanês, onde fica o laboratório de reprodução humana. A paciente é sedada e uma agulha guiada por ultrassom é introduzida no interior dos ovários, por via vaginal, para que os óvulos sejam captados. O procedimento dura aproximadamente 20 minutos e a paciente recebe alta no mesmo dia.

Transferência embrionária É a transferência de embriões para o interior do útero da mulher. É realizado após dois a cinco dias de desenvolvimento embrionário in vitro. Ocorre também no centro cirúrgico, porém não requer anestesia.